sexta-feira, 7 de agosto de 2009


Tenho a chave do meu coração na palma da mão esquerda. Ainda não sei bem o que fazer com ela. Se decidir abri-lo tornar-me-ei numa pessoa vulnerável, indefesa. Se decidir engoli-la tenho a certeza que solidificarei, mais um bloco de gelo incapaz de se deixar afectar pelo aquecimento global. Quem me dera que houvesse um meio-termo, que o pudesse deixar só meio aberto. Quero entregar-me com toda a inocência e ingenuidade de uma rapariga de dez anos, quero ter o meu mundo cor-de-rosa indestrutível! Quero maravilhar-me com cada sussurro e sorriso mas não quero desilusões. Quero viver intensamente, criar ligações inquebráveis sem me magoar se por acaso as tentarem cortar.

Quero abri-lo com um escudo na mão direita.


8 comentários:

Algodão Doce disse...

gostei muito do texto...Faz o que achares melhor para ti, por vezes devemos arriscar e ir um frente mas por outros devemos ficar apenas com um pé atrás...
bjinhus

Pê disse...

WOW! Estas palavras são as minhas do momento. Como me sinto tal e qual assim. :O

'stracci disse...

A moeda há de ter sempre duas faces e é difícil usufruir de uma sem que a outra se manifeste. Mas também não podemos arrumar a moeda no bolso, pelo medo do que poderá vir a acontecer se a usarmos. Há que arriscar e fazer de tudo para que dê certo. :)

Bell disse...

esse texto *.*
:D

Pê disse...

Foi sim xD

Anónimo disse...

só eu pra fazer mesmooo!
tu escreves sempre tão bem!!!

^^

Pê disse...

:o não conheço a sujeita de lado nehhum. mas que faz a rapariga com as fotos? xD

Pê disse...

:O a maioria é excentrica mas até gosto. Tem lá varias fotos que eu já vi no olhares. mas que merda é aquela nas costas? :x aquilo só se consegue olhar por entre dedos :X