sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Entreguei-me à música. Sem telemóvel (ou melhor sem mensagens e sem poder fazer chamadas), sem televisão (quer dizer, sem nada interessante para ver) e sem filmes (pelo menos de jeito) prevejo uma longa noite. Não tenho sono, dormi de tarde! Resta-me a musica, peguei na minha bolinha cor-de-laranja, rfm, acabaram de prometer que seriam só boas músicas até às seis.

As saudades? Vale a pena falar delas?
Consomem-me a alma, alimentam-se de sorrisos.
Deixam-me nostálgica, melancólica, carente.
Trazem-me recordações que não quero.
Levam-me o orgulho todo.
Se calhar mais tarde ate lhes vou ficar bastante grata.
Mas por agora só me consigo achar uma tonta por querer recuperar pessoas perdidas.


Eu que tinha tudo bem guardado, escondido no sótão.
Poeirento e desarrumado.
As saudades decidiram vestir a pele de mulher-a-dias.
As janelas foram abertas.
Está tudo bem claro.

Eu sinto realmente falta.

2 comentários:

CARINA CASTRO disse...

como eu sei o que isso é :/ bom texto raquel ;D

Pê disse...

Belo texto, sincero, muito sincero. Oh panda um abraçoooooo gigante! De ursa para panda , daqueles onde as barrigas fazem pu pum quando se encontram :D aaa