sexta-feira, 2 de abril de 2010


- Amor, estás bem?
Tinha-me sentado, sem forças. Estafada, adorava sentar-me e ouvir aquele tom de voz preocupado. Ele adivinhava sempre o meu estado de espírito e conseguia pôr-me a falar de tudo o que me ocupava o pensamento, libertava-me. Nesse instante tinha-me apercebido do quão importante era aquela figura para mim. Comovi-me!
- Até estás a chorar! Conta-me o que se passa contigo.
Fiquei a admirá-lo, era realmente charmoso.
- Oh, nem sabes o que estava a pensar.
- Pois não! Não me contas.
- Conto-te tudo! Ouve..
- O que foi? Não me digas que foi a tua avó! A tua mãe?! Estás doente?
- Não, pára.. Nada disso. Estou cansada. Preciso de férias.. E estava a pensar como gosto de ti.
Abraçou-me com aqueles longos e enormes braços, beijou-me a testa. Era ali que me sentia compreendida e protegida.

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