domingo, 30 de agosto de 2009

 
Descalçava-me e pousava os sapatos mesmo ao lado do tapete, retirava um dos ganchos do cabelo com cuidado para não estragar o penteado que tantas horas me roubou e encaixava-o na fechadura, sempre tendo atenção ao barulho, rodava-o, espetava-o, torcia-o e “trick” eu lá entrava, segurando na peça de metal dourada só para o caso de lhe ter passado pela cabeça atirar-se para a tijoleira provocando um ruído infernal. Passo por passo, pezinho de bailarina, os biquinhos de pés, nada de ligar luzes se não o kiko era bem capaz de dar pela minha presença. Seguia pelo corredor, virava à esquerda e enfiava-me na tua cama sem tu dares por nada. Enrolava-me a ti, amparava as tuas costas, beijava o teu pescoço.. De certeza que olhavas para mim como se eu fosse uma miragem, um sonho. Eu dava-te tempo!
Era só matar as saudades por uma noite.
Eu prometia que de manha estava de caminho a Vila Nova de Famalicão muito antes de vocês acordarem.

5 comentários:

Anónimo disse...

Odeio ter saudades :/
Bonito texto :) *

Inversão de Olhares disse...

Ai, eu adorei este texto *.*

Anónimo disse...

as saudades fazem crescer tanto um amor!
adorei *

helena disse...

Mesmo, mesmo bonito ^^
Gostei imenso!

Rita disse...

que andas a fzr puta?