terça-feira, 16 de junho de 2009

Como vulcão que eras, sempre soubeste qual a melhor altura para espalhar terror na minha aldeia. O teu estado adormecido não passava de uma mera fase que dispunhas para reflectir sobre a inovação das tuas técnicas, tinhas sorte, o tempo era imenso. De cada vez que decidias entrar em erupção, expelindo lava e originando enormes nuvens de gases, deixavas a minha aldeia completamente devastada, matavas sempre um habitante, apenas um.
Levava uma eternidade só a levantar este meu cantinho, tentava manter todos confiantes, tentava mantê-los todos comigo. Trabalhava arduamente, e usava todos os meus truques para tentar chamar mais gente, tinha sorte sempre com um, apenas um. Sempre bem-vindo, os primeiros tempos eram passados em paz, reinava a felicidade. O vulcão parecia finalmente estar extinto. Mas enganava-me, quando menos esperava, atacava sem piedade causando destruição por toda a parte. Fartava-me de ver sofrimento e de o sentir, fartava-me de ter lágrimas a escorrer pela cara e de sentir o corpo tão pesado não me deixando sequer dar um passo. Por breves dias desistia, deixava-me derrotar. No entanto eu sabia o que tinha a fazer, e cruzar os braços não era de certeza, com mais forças e com mais determinação assim iniciava um novo ciclo. Durante muito, muito tempo assim foi …
Até que tive uma surpresa, o novo habitante tratava-se nada mais nada menos que um geólogo dedicado à vulcanologia. Falei-lhe do vulcão e pareceu ficar mesmo interessado, decidindo ficar para o estudar. Curiosamente o vulcão pareceu não ter gostado. Surgiram pequenos sismos, conseguiu originar uma ou outra nuvem de gás, mas nada que pudesse causar medo ou preocupação. Passaram dias, e mais nada aconteceu, meses e o vulcão nunca mais tinha dado sinais de actividade, anos…
Parece que desta vez está mesmo extinto, e eu sinto que estou certa!

9 comentários:

Pê disse...

Tu és a própria da diferença pah.
Opá por acaso o exame é aquela inspiração tremenda onde eu muito indignada exclamo que o pricipal sousa não tem sentimentos nenhuns masé.x)

mas correu bem a proposito e a ti?

Pê disse...

O bom do vulcões quando se extinguem é que há aguas quentinhas ao lado. (a)

[eu cá não sou uma ursa do gelo sou uma ursa da sauna oh]

Pê disse...

eu fiz a tradução do teu comentário "mais ridiculo de todo o sempre e antemanhã"

-.-

tens que ver tá? hunpf

Inversão de Olhares disse...

Apesar de uma história contada indirectamente, eu gostava de a contar como tu a contas. Que aparecesse um geólogo e que tentasse ficar a estudar aquele vulcão que devasta a minha aldeia. Embora comigo já tenham aparecido muitos geólogos, já tenham tentado estudar, eu mandeio-os a todos embora, não houve um único que conseguisse ficar a estudar este vulcão. O vulcão sempre teve mais poder e força que eles todos juntos. Mas vai haver um dia, (espero eu), em que eu irei conseguir contar a história da mesma maneira que tu.

O teu texto é original e expõe bastantes sentimentos *

Pê disse...

manda xd
yahh o 20 era merecidissimo assim xD

Rebeca disse...

oh, que querida :')
muito obrigada.

S. disse...

ya , tambem só errei a da coesão lexical no grupo 2 .
o exame parecia mais facil quando o li a primeira vez, a responder é que coiso :x
mas acho que vai haver altas notas .
o tema da composição era bastante acessivel .

Inês disse...

Gostei das analogias por aqui :)

Anónimo disse...

Não sei que dizer :O
Adorei a comparação do vulcão e da aldeia,
moça!, escreves espectacularmente BEM.